num dia de chuva
Antes de escrever isso queria deixar marcado que não estou no meu melhor juízo, que são 23:00 e que a mágoa em meu peito pode estar afetando meu cérebro.
Hoje me disse uma daquelas frases clichês, não daquelas românticas que te fazem se sentir única e suficiente, mas aquela: você tem alguma coisa pra me contar?
Nós todos sabemos que quando isso é dito é porque alguma coisa já foi contada, a pergunta só foi feita como um teste, um teste que normalmente é correspondido com arrependimento. Mas sinceramente, eu não tinha porra nenhuma pra te falar. Então foi oque te respondi.
E você disse palavras, sobre como confiava em mim e que nada de ruim aconteceria agora, mas eu sei que foram só palavras. E essas doeram tanto porque eu sabia que era uma mentira, sei que não confia em mim, como disse que faz; sei que prefere mais acreditar no papel, e no que estava marcado ali, do que em minhas palavras, minhas lágrimas e em meus olhos.
Sei o quão quebradx está, e sei o quão escuro o mundo ficou hoje, sei quantas pessoas de meu grupo próximo estavam sofrendo, sei quais lágrimas eram de mentira e quais mãos trêmulas eram de verdade.
Sei o quanto dói agora, dói prematuramente, não porque tenho certeza de que o pior vai acontecer, mas porque tenho certeza de que você acredita nisso. Dói porque já doeu antes, porque já passei por isso e, só de pensar em passar por tudo novamente, me falta o ar.
Eu queria expressar a dor sem que fosse pela tecla de um celular, mas aparentemente vou perder você agora, tudo por estar escrito nas cartas.
Sei que disse que elas nunca mentem, mas eu espero, do fundo da minha alma, que esteja erradx.
E fim, porque se alguma outra palavra for digitada por mim, causaram dor e arrependimento
Do fundo da minha alma: .
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