No meio do "pacífico".

Me afogando em medos
Cuspindo meu passado
Gritando silenciosamente minhas memórias.

Bato os braços para escapar do inevitável,
Bato os braços mesmo sabendo que minhas pernas não se mexem. Já foram alcançadas. 
E isso em meu peito, em meus olhos, 
eu, e muitos outros, chamamos de angústia. 

Olho em volta para talvez encontrar uma bóia
Mas está vazio, como se eu estivesse no meio do infinito oceano pacífico. 

Não tem salva vidas, não tem barco de resgate, colete salva vidas, não existe nada para me resgatar. 
O pior é saber que ninguém mais sabe. 
Saber que enquanto estou presa, gritando e me afogando, ninguém sabe. 

As pessoas que dizem me amar continuam vivendo suas vidas, 
se preocupando com seus problemas,
fugindo de seus próprios oceanos. 

E tudo que eu queria era não estar sozinha novamente. 

Apesar de saber que está acontecendo o mesmo, não posso deixar que se repita, porque se dessa vez eu deixar a água me cobrir, sei que nunca mais verei a margem. 






                 Do fundo da minha alma: Naju




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