end
É assim que acaba?
É como tudo termina?
Mas e como fica o começo, o meio?
Só deixamos para trás como se nada nunca tivesse acontecido?
não é justo.
Você chegou, como a primavera.
Onde tudo é novo e surpreendentemente,
Onde os encantos acontecem e me perco na beleza infinita do amor.
Você ficou e me esquentou, no verão.
Me aconchegou como se fosse o calor,
Brilhou como se fosse o próprio sol.
Mas então você vai embora e, como se fosse um inverno assustador e intenso,
congelou minha alma, paralisou meu coração.
Você congelou minhas lágrimas e às transformou em vidro, então elas cortaram minha pele quando escorreram.
E agora, com tudo congelado, as memórias vão durar?
ou consequentemente vão se perder no meio de tanta neve?
Você se foi e, mesmo estando tão frio, senti que via toda nossa história queimar, e se tornar nada mais que cinzas.
Não é justo.
Não é justo que enquanto eu congelo, até virar uma estátua encapaz de amar,
você esteja esquentando seu corpo, no calor de outra pessoa.
Não é justo que enquanto eu permaneço petrificada, você já tenha mudado de estação.
Não é justo que, mesmo sem poder me movimentar, mesmo sem poder falar ou gritar, meu coração ainda se lembra dos momentos bons que tivemos, e ainda bate pensando neles.
Mas mesmo tendo consciência de que não é justo, de que nada acontece como deveria,
Vou sobreviver, sem ou com o frio, sem ou com o calor de um amor.
Vou sobreviver e inventar minha própria estação, E quando estiver lá, não vou esquecer das memórias,
Porque não quero me lembrar de você como quem me congelou.
Quero me lembrar de você como quem me acompanhou no verão e quem me abraçou na primavera.
Porque não preciso te odiar para poder à mim amar.
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