It's Just me.

In this world, is Just us. 
Pra algumas pessoas acho que "us" é ao lado da solidão. 
Não deveria ser, deveria ser ao lado de um amor, um grande amor. Aquele que te faz acreditar ser invensivel e importante. Belo e único. 

Que faz um adolescente desapontado acreditar em contos de fadas novamente. E papai Noel deixar de ser tão irreal. 
Esse deveria ser o "us". Nós. Porque todos deveriam ter aquela pessoa pra sussurrar durante as lágrimas: ei, não se preocupe, nesse mundo somos só nós dois. 

Porque quando não se tem ninguém as situações ficam bem mais dolorosas do que realmente são. Os céus ficam mais cinzas, a grama menos verde, as verdades mais duras e os " te amo" mais mentirosos. 
Porque a solidão é romantizada até que você realmente se sinta assim. Até que sinta que sua existência não faz sentido algum, não altera positivamente a vida de ninguém. 

A solidão não é um estado, é um traço. Porque uma vez que aparece fica impossível mandar embora. Ou é pelo menos oque parece. 
Parece que o "us" acaba virando um "me". 
E isso sufoca tanto quanto cordas amarradas grosseiramente em pescoços delicados. Ou como um corpete amarrado para impedir a circulação de uma respiração regulada. 

E os pensamentos nublam, as histórias são esquecidas ou mudadas. Os cortes voltam a serem abertos e as lágrimas mancham mais lençóis. 
E aquele sentimento vai crescendo e crescendo. A solidão ocupa cada centímetro da alma, do coração. Até que não caiba uma gota sequer de amor. 

Até que aquela pessoa, que merecia um destino colorido, que merecia poder escrever seu próprio conto de fadas, acaba tendo seu destino fadado à angústia de se sentir sozinho. 

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