Teatro
Agora estou deitada na cama,
imobilizada pela exaustão,
O show acabou.
Ainda posso sentir a euforia, a felicidade, o sentimento de pertencimento. É atuação.
Estão todos ali atuando, mas de alguma forma é real.
As falas, os risos, os sorrisos.
As palmas soam, unimos as mãos como se as mesmas não fossem usadas para esfaquear uns aos outros todos os dias. Sorrimos com as mesmas bocas que são usadas para mentir ou causas intrigas. Nos despedimos e voltando para trás das cortinas, para a escuridão.
As palmas e congratulações viram gritos distantes. A atuação encerra.
Brigas, problemas financeiros, roubos, doenças, mentiras. mentiras, mentiras.
Quantas mais sua boca aguenta contar?
Vícios, depressão, solidão.
Lágrimas, gritos.
Drama, Drama, Drama.
É a parte que os olheiros não conhecem. A parte não tão bonita ou interessante. São os podres. São as folhas que são arrancadas dos livros de contos de fadas. São a vida de alguém. De todos nós.
Pelo menos até outro espetáculo começar.
"Do começo"
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