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agora meus olhos estão cheios, me seguro pra não deixar que eles se esvaziem e ninguém percebe.
Você sabia me ler como se eu fosse um poema que você mesma escreveu. Ninguém mais sabe fazer isso comigo.
Me pergunto oque iria me dizer se pudesse ver o rumo que minha vida vem tomando. Talvez me dissesse pra permanecer firme. Ou pra tomar uma atitude que mudasse as coisas.
Ou talvez você só me abraçasse e dissesse que estaria ao meu lado pra tudo.
Tenho pensado em te escrever, não sobre você, mas pra você.
Eu não iria te enviar, é claro. Porque talvez, se eu enviasse, você me pediria para voltar, e tenho a consciência de que esse simples pedido ia me fazer rastejar de volta pra seus braços.
Até mesmo essa ideia me assusta, assim como a ideia de colocar no papel tudo que vem atormentando minhas noites.
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