Solitude

E mais uma vez me encontro presa aqui. 
No escuro, no silêncio,  no cedo e tarde demais. 
No momento errado. 
Subi na esteira e corri sem nunca sair do lugar, subi e diminui a velocidade, e agora o botão quebrou, não posso parar de correr mas uma hora vai acontecer. 

O silêncio dos gritos em minha cabeça são mais assustadores que o próprio lugar, vazio e sombrio. 
Tô tentando gritar mas as palavras não querem sair, estão entaladas como um pedaço de espinho que desceu despercebido e cortou minha garganta. 

Qual o sentido de sentar e esperar por alguém que nunca nem sequer vai chegar?
Não dá pra chegar aqui, porque é pequeno demais pra caber duas pessoas, mas grande demais pra ser acolhedor. 
É meu paraíso e meu inferno particular. 

Ninguém além de meu próprio eu. 
Prisioneira do nada. Do momento em que olho para um ponto e não consigo mais parar de gritar em silêncio. Implorando que me levem embora da solidão. 

Que sentimento engraçado.
 Sufoca minha mente. Me mata me mantendo viva. 
Ninguém pode me escutar. 
Só assistem minha vida passar, cansativa e depreciativa. Me chamam de louca e egoísta, mas não sabem de tudo que eu sei. 

Não dá pra acreditar que me deixou sozinha. Tentando qubrar essas correntes, Talvez eu só não seja o suficiente pra isso. 
Você me fez aprender oque significa sangrar e se partir, enquanto me chamava de amor. 

E agora posso afirmar finalmente que estamos no mesmo lugar, mas separadas por nada e tudo. 




Comentários

Postagens mais visitadas