The main character
A gente nasce e cresce sendo ensinado a fugir de pessoas ruins que estão no mundo.
Somos envolvidos em uma bolha de proteção feita de amor quando nascemos, e então, quando as dores passam de físicas para mentais, acabamos tendo que aprender a nos defender sozinhos.
Então passamos a nos esconder de todos que parecam ter a intenção de nos ferir, seja na pele ou na alma.
Corremos a procura de um herói que possa nos salvar e envolver na bolha novamente.
Mas oque acontece quando você cresce e começa a perceber que talvez você não seja uma boa pessoa ?
Oque eu faço agora que sei que posso, e talvez sempre tenha sido, a vilã?
Pra onde eu corro?
Passamos tanto tempo criando barreiras mentais e espinhos de proteção para manter nossa beleza interna intacta, que talvez acabe esquecendo que sua existência é necessária. Então, quando paramos para observar lágrimas que nós próprios causamos, é que percebemos que é de nós que ou outros passam a correr.
Como isso aconteceu logo comigo?!
Peguei uma faca para auto-defesa e acabei usando-a para infligir mal em alguém indefeso.
Posso jurar que nunca foi minha intenção, mas talvez isso só seja o lema de qualquer outro vilão.
O pior é que vilões não tem pra quem pedir ajuda; eles não tem uma bolha de proteção feita de amor, abraços e carinhos. Talvez seja por isso que são oque são.
Não dá pra correr em direção a uma pessoa boa e pedir por um abraço, sendo que está bem claro que seus espinhos estão lá pra tirar sangue.
A pessoa se assustaria e sairia correndo.
E você mais uma vez estaria fafado a solidão.
Dá pra correr pra outro vilão, mas quem ganharia com isso?
Então acabamos por passar a vida aqui, acompanhados de traumas e precauções, escrevendo sentimentos que ninguém quer ler, e torcendo pra que ninguém se aproxime, pra talvez assim não acabarmos por criar novos vilões.
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