só por um minuto

então eu fechei meus olhos. 
E por um minuto imaginei como seria não ter que abri-los. Não abri-los por alguns minutos a mais, ou horas, ou então nunca mais. 
Que pensamento ingrato e pecaminoso. 
Um pensamento que anda invadindo minha mente desde o momento que abro os olhos pela amanhã, até o segundo que o fecho durante a noite. 

Fechei os olhos cheios de dor e me perguntei se é tão errado assim, querer só descansar. 
Fechei os olhos cheios de lagrimas, e elas escorreram e me esvaziaram. 
Fechei os olhos, as janelas, a boca, as portas do coração. 
Fechei a porta de oportunidades, e o antídoto de força. 
E lá, no escuro, somente por um minuto percebi que não queria que os sessenta segundos acabassem. 

Não queria voltar, não quero voltar. 
Não quero abrir os olhos vazios. 
Não quero never como tudo é tão frustantemente doloroso. Não quero abrir os olhos e enchergar minhas solidão. 
Não quero. Não quero. Não quero. 
Não quero tantas coisas que nem sei oque eu quero. 

Ah, na verdade sei que quero me deitar, naquela caixa, fechar os olhos e deixar de respirar. 

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