Thymós
demorei um tempo para me dar conta, de que o sentimento que me sofoca é a raiva.
Me conformei com a dor, a depressão, a vergonha, mas reprimi a raiva.
O sentimento que me torna egoísta, mas verdadeira.
Tenho raiva de toda essa pressão que está e em meu peito; tenho raiva das palavras que foram e continuam sendo atiradas em mim.
Tenho raiva da agonia, do medo, da vontade de sair correndo, da vontade de grudar os pés no chão e ficar.
Tenho raiva dos que me privam do amor,
Tenho raiva do amor.
Tenho raiva de me permitir amar, de me deixar gostar.
Tenho raiva de sentir raiva de mim mesma.
Raiva de como só assisto minha dor me corroer, a dor que você começou em mim.
E vergonhosamente, tenho raiva de você.
Tenho raiva de não ter vindo me ajudar,
Tenho raiva de ter gostado de mim de volta. Tenho raiva de você por me amar, e por me machucar.
Tenho raiva de você por saber que não tinha como me salvar, e de mim, por mesmo assim te culpar.
Tenho raiva por você jogar toda o peso em minhas costas.
Por me fazer carregar a responsabilidade sozinha.
Por me abandonar quando eu mais precisava.
Tenho raiva por você voltar.
E acima de tudo, tenho raiva por não conseguir te deixar.
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