quiet!

pensei ter escutado o silêncio
quando senti o vento no rosto e me dei conta de que não te ouvia mais. 
não chorei, nem uma única lágrima. 
Cansada de desperdiçar dores com uma história sem final, eu te matei. 
silenciei seus gritos e tapei as feridas. 
O silêncio me lembrou do quão barulhenta uma mente pode ser quando está pedindo ajuda. 
E de como uma alma grita quando precisa de cura. 
O silêncio me contou que essa saudade nunca vai embora, mas ao invés de deixa-la dominar a casa, posso construir um único quarto. Uma única lembrança para recordar quando quiser chorar, ou sorrir. 
Foi tão bom que não quis que ele fosse embora nunca mais. Quando se vive num mundo, casa e mente barulhenta, você aprecia o silêncio mais que qualquer arco íris, paisagem ou música. 
Mas por que, se ele era tão bom, tão saudável, me deixo voltar a te escutar?
Depois de todo esse tempo, bem no funda da minha cabeça, ainda escuto seus sussurros. 

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