agora, a dor de não poder ser me sufoca. 
Está se enrolando devagar em meu pescoço, várias e várias voltas, até não ser mais possível falar ou respirar. 
Para escapar é preciso correr, mas para onde? 
Escutei palavras que tentaram acalmar minha alma, alimentaram minha mente, mas me deixaram ansiosa. Faminta pelo futuro, um futuro diferente do que imaginaram para mim. Um futuro onde eu sou. 
Serei o meu próprio eu, aquele com quem só tive alguns curtos encontros em poucos momentos. Que ninguém além de mim mesma conhece. Serei a pessoa que aponta a direção, e a que segue. 
Serei livre enfim, num futuro que parece distante, mas talvez não esteja tanto assim. Isso, é claro, se eu sobreviver ao presente. 

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