The little monster inside me
Quando nós somos crianças, a maioria de nós acredita que nascemos para ser heróis. Para trazer e fazer o bem, para salvar e não m@tar. E até mesmo quando crescemos. Há alguns meses atrás, eu diria que se existisse uma história, eu seria herói, e não vilão. Seria a princesa, e não a bruxa. A guerreira, e não o ogro.
Acontece que quando alguém continua te dizendo o contrário, que você não é porra nenhuma de herói. Que não sabe fazer o bem mas é especialista em causar o mal, é nisso que acabamos acreditando.
Meu cérebro começou a criar tantas histórias para tentar me manter dentro daquilo que eu acreditava, que começaram a soar mais como contos do que verdades. Essas histórias se misturaram com aquelas em que ao invés de ser o bombeiro, eu sou a chama que queima a casa. E agora eu percebo, que talvez não exista um segredo. Talvez eu seja mesmo o monstro que me descreveram. Talvez seja um pouco pior.
Acho que se eu fosse um monstro, fisicamente, não figurativamente, teria milhares de espinhos, por todos os lado, para ferir qualquer um que tentasse se aproximar. Olhos vermelhos que podem ler através das pessoas. Uma língua pontiaguda, que arranha quando fala. E garras que partem ao meio qualquer um que aparece em meu caminho.
É assim que você me descreveu. É assim que eu temo ser.
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