No grave can hold my body down i'll crawl home to her

Dois dias que não falo com você. Não é um recorde mas parece um. Uma vez se passaram 4, eu senti que minha alma havia sido arrancada, te liguei e pedi pra voltar. Mas agora estou ciente de que minha alma está aqui. Junto de mim. Tenho consciência de que ela sangra, de que a dor em meu peito não é doença alguma, é apenas a saudade. Tenho certeza de que a saudade não vai embora, simplesmente vou me acostumar com ela parada no canto do quarto me olhando, não significa que não vai doer sempre que pensar em você, só significa que vou aprender a trocar meus curativos sozinha. Nesse momento seu nome é tudo oque consigo pensar, mas quem sabe eu consiga me lembrar do meu em algumas semanas? meu dedo coça com vontade de te ligar e te contar que consegui não te ligar, mas essa contradição seria sem sentido, como todo o resto.
Consigo passar meus dias distraída, e você só volta a mente quando o silêncio está presente. Mas durante a noite tudo é você. Quando não tem ninguém pra julgar minhas lágrimas e dor, então eu imploro que voce retorne, mesmo sabendo que ainda está no mesmo lugar e que quem foi embora fui eu. Mas mesmo com os soluços e a dor  de infarto, não mandei mensagem. Talvez eu consiga enfim bater o recorde. Talvez eu nunca mais fale com você, ou veja seus olhos castanhos, ou toque na sua pele macia, ou escute você falar meu nome como se fosse uma prece. Talvez você tenha acabado pra mim. Talvez eu nunca mais pense em você daqui algum tempo. Talvez, pra variar um pouco, eu esqueça o seu nome. Mas não tenho como ter certeza, porque nem cheguei no quarto dia ainda, e até lá minha alma pode conseguir escapar e se a arrastar até seus pés

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