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Que covardia.
Voce ensina a partir do momento em que as pessoas te olham, a ser quem deveríamos ser, sem temer o olhar julgador de alheios, em ter medo dos comentários cruéis pelos seus gostos e preferencias. No dia em que te conheci, te amei por ver um futuro para mim na sua imagem. Decidi ser tão corajosa quanto você. Tive medo de te amar, de te contar, mas pela sua coragem criei a minha, declarei com fôlego, e voce foi corajosa o suficiente, como já se era de esperar, para se abrir e me deixar entrar. Lá de dentro consegui enxergar. Toda aquela coragem, resumida só na imagem. Por fora, alguém que não precisa de ninguém, por dentro, uma pessoa medrosa demais pra segurar qualquer um.
Com você aprendi que o medo não se esquece, se esconde. Te conheci como a pessoa mais corajosa do mundo, te descobri uma covarde. Com tanto medo de agir, que prefere se excluir.
Teve medo de me amar, decidiu me deixar escorregar, nas suas lágrimas de confusão e pânico, nas suas palavras frias e nos seus olhos calorosos. Você teve medo de me ter por completo, e ai meu medo voltou, o medo de te perder.
O destino decidiu me ensinar da forma mais cruel, que pra eu ter coragem, é preciso amar primeiro o medo personificado.
E quanta covardia da parte dele
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