carta número 3
Até agora não te liguei. Você disse que me bloquearia em tudo, mas sei que deve ter deixado alguma brecha, você sempre deixa. Tenho medo de te ligar e descobrir que essa não é uma delas, que preciso mudar meu contato de emergência porque você não atenderia, e nem sequer receberia a ligação. E acho que tenho mais medo ainda de você receber a ligação, de escutar sua voz, de saber como você estar, de conversar com você e resolver.
Sinto sua falta. De tudo. Mas acho que sinto mais falta ainda da sua amizade, de conversar com você, te contar as novidades, de escutar seu julgamento, de ter seu apoio pra tudo. Sinto saudades de alguém com quem eu conseguia rir sem forçar, até mesmo quando discutiamos, a gente sempre acabava achando graça.
Acho que hoje acordei sem sentir raiva de você. Acordei mais leve. Senti saudade, mas não daquela que me sufoca. A raiva vai e vem, mas hoje ela não ficou por mais de 5 minutos, e pensei demais em você, em como eu queria te ligar, só pra escutar sua voz. Não acho que eu vá te ligar, por um bom tempo, talvez nunca. Mas a vontade não passou, só estou me segurando pra não me jogar em seu colo de novo.
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